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TURISMO NA AMÉRICA LATINA DEVE MOVIMENTAR QUASE US$ 400 BILHÕES EM 2026, APONTA ESTUDO

Notícias
09 jun 2026
Melhores destinos para 2025

Rio de Janeiro

A indústria do turismo na América Central e do Sul deve manter trajetória de crescimento em 2026 e movimentar cerca de US$ 396,4 bilhões na economia regional. A estimativa é do Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC), em parceria com a Oxford Economics, que projeta um avanço de 4,1% em relação ao ano anterior. O valor corresponde a aproximadamente 7,5% do Produto Interno Bruto (PIB) da região e supera em 16,5% os níveis registrados antes da pandemia de Covid-19.

Além da contribuição econômica, o turismo deverá sustentar cerca de 18,5 milhões de empregos em 2026, o equivalente a 8,3% de todos os postos de trabalho da América Central e do Sul. As projeções indicam que esse número poderá alcançar 22,6 milhões de vagas até 2036, consolidando o setor como um dos principais motores de geração de renda e desenvolvimento na região.

As viagens domésticas continuam sendo a principal força do mercado turístico latino-americano. A expectativa é que o turismo interno movimente cerca de US$ 222,3 bilhões em 2026, mantendo sua liderança nos gastos do setor. Ao mesmo tempo, as despesas de visitantes internacionais devem atingir US$ 70 bilhões, crescimento de 7,8% em comparação com 2025 e ritmo superior à média global prevista para o segmento.

Entre os países com melhores perspectivas de expansão estão Equador, Bolívia, Panamá, Guatemala e Colômbia, que lideram as projeções de crescimento da atividade turística. O Brasil também deverá registrar avanço, com aumento estimado de 2,1% na participação do turismo na economia nacional e crescimento nos gastos de visitantes estrangeiros.

No cenário mundial, o WTTC estima que o turismo contribuirá com cerca de US$ 12 trilhões para a economia global em 2026, sustentando aproximadamente 376 milhões de empregos. O desempenho da América Latina, segundo o estudo, deverá superar a média global, impulsionado pela força do turismo doméstico, pelo aumento das viagens internacionais e por uma menor exposição às tensões geopolíticas que afetam outras regiões do mundo.